Postado por
NaNa Caê
sexta-feira, 26 de junho de 2009
14:47:00
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Todos os dias o acaso joga você na minha cara
Sem dó
Pretexto
Piedade
ou
Contexto
Na luta do aguentamos-ou-não
Respeito as fronteiras impostas pelo agora
Sob o signo do quando
Das 8 da manhã as 6 da noite
Vejo o lado desinteressante das pessoas
Cultivo algo estranho...
Uns chamam de paciência
Outros apenas de tolice
Mas me abstenho de definições
Aguardo apenas a chegada do Barão.
(Homenagem a um pinguim)
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Postado por
NaNa Caê
segunda-feira, 15 de junho de 2009
17:37:00
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Sobre a cama só um gato
Branco de olhos verdes
Ele não me entende
Só machuca
Faz sangrar onde todos podem ver
- Não se jogue da janela!
Até mesmo você tão forte
Sempre caindo em pé
Não suportaria a gravidade.
Apenas deite comigo
E me faça dormir
(Requiem a Carlton)
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Postado por
NaNa Caê
segunda-feira, 1 de junho de 2009
03:33:00
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Essa noite quase ganhei um presente-inimigo
Só faltou vir num embrulho com laço vermelho paixão
Quando me ofereceram já o identifiquei de cara
Era um daqueles estilo sorrateiro e esperto
Para cada um se mostra de um jeito
Certos momentos finge que se arrasta
Em outros já é todo rapidinho
“Mas não vem que você não me engana não!”
Ouvi dizer que só presta quando não fica parado
Que enquanto vai passando
Aí que se aprende mais e mais com ele
Pronto! Viu só?
Foi por isso que não o quis
É preciso movimento
Então para quê me dá-lo?
Comigo ficaria apenas guardado em uma gaveta
Obrigada
Sério mesmo
Agradeço de coração
Mas me recuso
Que você o dê a quem queira
Esse tal de tempo eu não quero não!
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Postado por
NaNa Caê
segunda-feira, 25 de maio de 2009
10:42:00
Ela sonhou decadência histórica
Agonia extrema
Seu pai perseguido e morto
Cenas de novela misturadas a cacos e sangue
Se tem nas mãos planos
E na memória tantas lembranças
É comum que sobre sua cama o sono pese.
Não desbote menina
Escolha na certeza suas cores óbvias
Abra os olhos
Apenas acorde
Por que chegar a um final por agora ainda não é preciso.