Falsa Vida Viva

Postado por NaNa Caê quinta-feira, 3 de setembro de 2009 10:23:00

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Se você joga pro alto as nuances
Eu prendo na terra os desejos

Não importa o desenho
Filme
Cidade

Com ou sem ar gelado
Em meu plano moderno
Tudo é válido

No seu quarto
Cama
Cozinha
Nada acontece

Nem poderia

Não estou mais aí
Não estamos mais nem aí
E seguimos falsamente

Finge que não lê
Que não lembra

Finjo que vivo
Viva
Longe de você

Mas com todo o respeito não há mais vida
Aqui
Ou em qualquer outro lugar
Por onde eu vá

Sem você pra me persuadir

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[Ouvindo 500 vezes seguidas:
The Strokes - Heart in a Cage]

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Trancando o Banheiro

Postado por NaNa Caê quarta-feira, 2 de setembro de 2009 11:22:00

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Se controle fosse de fácil posse
Erros subitamente diminuiriam


Aprenda a ser flexível
Enquanto podam suas hastes
Aumentam minhas mentiras

Dê abraços
Tapinhas nas costas
Invente quantos cumprimentos quiser

Entretanto
Quando o lençol macio resolver o receber
Irão tirar seu ar
Te sufocar
Com seu próprio travesseiro
E vão terminar assim
Com um sorriso bobo
Capaz de embriagar qualquer rosto


Eles só querem te empurrar
Para as vertigens meu bem
Eles só querem te usar
Como escape para as fofocas

E eu não tenho mais forças pra caminhar
Até o banheiro
Ir e voltar
Nesse vai e vem
Sem parar
Só pra encher baldes e mais baldes de água
Do chuveiro
Só pra jogar na sua cara
Pra ver se você acorda
E vê

Que inteligência não lhe da como brinde ausência de ingenuidade


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[ Ouvindo : Postishead - Glory Box ]

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Musicalidade Ego Desafinada

Postado por NaNa Caê 11:10:00

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Os vizinhos têm agüentado os meus gritos
Cantados
Meus fortes arranhões
No violão

Por que você não suporta sequer meus sussurros?
Não estou forçando o timbre
Não estou crescendo junto com o tom

São apenas
Palavras calmas
Arquitetadas
Tranqüilamente faladas
Para no resultado apenas me suprir

Não passa de egoísmo
O ainda forte egocentrismo da minha parte

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[ Ouvindo: Metric - On a Slow Night ]

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Sem Doces

Postado por NaNa Caê 09:17:00

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''Rever fotos é inventar mentiras
Reler cartas é convencer a mentira
Voltar à igualdade de início é falhar''


(ariannecarreira.blogspot - Do Seu Jeito)


Tente ser duro enquanto reabre caixas
Não queime
Não rasgue
Não devolva
Nada de macumbas, mandingas,simpatias
Pragas ou maldições
Apenas ligue o ventilador
Rápido
Para que logo seque os olhos


Veja o passado como sustentador
Último
Da única esperança
Legitimada
Amada

Busque acreditar que o presente deve ser conduzido
Igual a uma criança
Ingênua
Enganada
Levada pela mão
Para tomar vacina
Receber a salvação

Insistem que não dói
Comparam com picadas, beliscões
Verdade
Mas isso não machuca também?

Enfim
Sem maiores discussões
Por que depois passa
Há o pirulito
Balinha
Balão

Qualquer merda simbolicamente lúdica
Desistressante
Para que se acalme
Não existam choros exagerados
Traumas fortemente causados
Não haja exaltações



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[ Ouvindo : Interpol - Scale ]

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Assumindo a Miopia

Postado por NaNa Caê terça-feira, 1 de setembro de 2009 08:42:00

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Se eu pedir que desapareça de uma só vez
Poderemos melhorar
Simplificar inúmeras coisas


Não vou ter que fingir um possível esquecimento
Do meu celular
Em casa, na mochila ou no silencioso

Não vou ter que inventar problemas
Produzir lágrimas
Dizer que estou exausta
Cansada de um dia nada legal

Então suma, vá logo embora.

A única coisa que quero é que me dê as costas
Mas não daquele seu jeito como sempre faz
De rabo de olho
Só pra me pirraçar

Pegue esse rabo e enfie entre suas pernas
Graciosamente sem vergonha alguma
De preferência saia com passos bem apressadinhos

E caso não tenha mais fôlego
Tudo bem
Entendo
Não posso te forçar a deixar de ser sedentário
O cigarro nos ajuda a ficar mesmo assim

Mas não me enrole
Não coloque a culpa nele
Por você não conseguir partir

Chamo um moto-táxi, táxi, comboio, polícia
Para médicos, carroças, jegues , cavalos
O diabo que topar te levar daqui.


Se bate em minha porta aumento o volume
Prefiro estourar os tímpanos a te receber
Dou explicações sobre dietas
Jejuns judáicos, trefs, kashers
Só pra não ter que sair com você pra comer


O pior é que sabe
Inventa burrice
Só pra eu ter sempre que te ensinar
As teorias, filosofias, escolas literárias
Declamar poesias, citar autores
Contar as últimas notícias
Todas aquelas biografias
Que gosta de ouvir


O essencial você insiste em chutar para os cantos.
Espera que minhas decisões escorram
Sumam pelos buracos
Que eu sem querer fiz no azulejo
De tanto bater os pés no chão
Tentando me proteger

Mas não.
Não quero me divertir. Não com você.

Não sabe de nada, assim como eu também não sei.
E basta a minha ignorância aqui
Incompreensões
Falas lentas, língua presa, gaguejos periódicos
Marteladas na cabeça
Tão perturbantes pra consciência
Confusas
Depravadas para você

Que porra de insistente discussão é essa sobre sexualidade?
Pegue teu sexo
Com as mãos mesmo se quiser
E se coma
Na sua cama
De porta trancada sozinho .
Enquanto sua mãe assiste Faustão
Na sala bem ao lado lamentando
A ausência de novelas aos domingo na tv.

Talvez tudo isso não vire nada
Talvez só eu me vire e vá embora mesmo.


Não sei garoto, não sei de você, dos teus amigos
Dos seus livros de cabeceira fracos
Discos quebrados, arranhados
Alguns escondidos no fundo da gaveta
Só pra ninguém ver o seu passado
Do que já gostou

Pra que essa vergonha?

Quer ajuda mútua ??
Vá a algum grupo
Daqueles que marcam encontros
Uma, duas vezes por semana
Tenho certeza que vai gostar
Eles sempre fazem rodinhas
Cada um com o seu pequeno tempo pra falar
A tal da dinâmica dos 3 minutos que odeio

Eu cansei
Cansei de responder perguntas
Que eu mau paro pra prestar atenção, escutar.
Cansei de dar explicações
De dores, remédios, rumores
De loucuras
Dos idiotas que freqüentemente me perseguem

argh.

Hoje não estou pra poemas garoto
Rimas
Muito menos pra você


Infelizmente sinto dizer que agora não enxergo ninguém .




Junto com as falhas de caráter

Aposentei meus óculos e o amor


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[ Ouvindo : Lilly Allen - Fuck You ]

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