Ódio do Leibniz

Postado por NaNa Caê sexta-feira, 29 de janeiro de 2010 09:33:00

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Eu tentei explicar pra ela como funciona o processo de surto. Não o teu, ou do cara louco ali da esquina. É. Por que quando se fala em surtos sempre são remetidos a loucura. Mas não. Nem sempre as coisas funcionam assim. Pelo menos aqui, nesse caso, agora, não.

Quando você é forçado a desenvolver, criar, achar uma solução de modo rápido em pouco tempo você surta. Tente acompanhar o raciocínio. O raciocínio que pra você pode parecer não ter nenhum pingo de razão ou lógica. E sim, pra mim tudo vai seguindo a bosta da lógica. Não que eu ache a lógica em si uma bosta, mas é por que ela tem uma tremenda mania de foder com minha mente. E não, eu também não sou uma seguidora abusada do Platão ou do Leibniz com aquela sua lógica moderna que particularmente eu acho um porre. Não mesmo.

Está bem. Voltando ao surto. Você é forçada a tomar alguma decisão. Não que alguém te pegue pelo colarinho, te leve a força para o banheiro, enfie sua cabeça na privada sem parar, freneticamente e fique gritando “se decida, se decida logo sua filha da puta, senão vou te fazer comer merda!!”. Não. Definitivamente, não!

Mas é a própria situação e o tempo que age no papel de te pressionar a tomar a tal decisão. E quando isso acontece. Repito: Comigo!! Por que vai que alguém pensa “essa guria é louca, isso nunca acontece comigo, isso na verdade não deve acontecer basicamente com ninguém”.
Então, quando isso acontece a mente muda de ritmo, acelera e então surge o tal surto. Surto então seria a pressa? Um cara correndo pra não perder um ônibus seria um surto? Eam. De certo modo sim. Um surto, digamos que estranhamente encaixado numa exemplificação mais que idiota, mas sim. Ta. Vamos fingir que seria um surto também.

Enfim, e depois disso tudo, sim, ainda tem o depois, veja só que merda não? Pois é, depois, há o pós, oh, que inteligência da minha parte criar essa colocação. Bem profunda mesmo. Mas é sério, vem o pós.

E não há nada pior do que o pós-surto, por que surgem as conclusões. E meu deus, por que diabos nesse momento o pé vai mais fundo no acelerador? A mente corre mais ainda! Você ri, sim, ri por que se lembra que um dia antes chorou desesperadamente. E aquilo agora parece tão ridículo não? As coisas parecem tão simples nesse momento.

Considere isso um pós-surto. Desculpa aê.

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[Ouvindo: Mallu Magalhães - A Risk to Take]

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